O que é iGaming e por que esse mercado virou prioridade no Brasil em 2025
Definição objetiva: iGaming compreende atividades de jogo mediadas pela internet, incluindo apostas esportivas, cassinos online, pôquer e eSports. No país, o escopo regulatório começou em 2018 e teve avanços legislativos e executivos até 2025.
Cronologia regulatória: a lei de 2018 autorizou apostas de quota fixa; a MP nº 1182 veio em 2022; em dezembro de 2023 houve aprovação legislativa; a Lei nº 14.790/2023 passou a vigorar em 1º de janeiro de 2025.
Estrutura de mercado: licenças custam R$ 30 milhões por cinco anos e a alíquota inicial sobre GGR foi 12% sob supervisão da SPA, com proposta de elevação para 18% a partir de 1º de outubro de 2025. Dados mostram que o país responde por cerca de 40% do GGR da América do Sul.
Aspectos operacionais e tendências: Google Play passou a aceitar apps licenciados em 18 de junho de 2025; Pix concentra 90–98% das transações; Portaria nº 36/2025 incluiu eSports e proibiu exclusividades. Nos próximos anos, a análise focará regulamentação, métricas de receita, base de jogadores, modalidades esportivas e integração tecnológica.
Panorama do iGaming no Brasil: contexto, alcance e por que 2025 é um ponto de inflexão
O mercado brasileiro de jogos online consolidou participação relevante na região desde 2023, respondendo por aproximadamente 40% do GGR da América Latina. A combinação de licenciamento por cinco anos e supervisão da SPA mudou o enquadramento regulatório.
Os anos de 2018, 2022 e 2023 funcionaram como etapas preparatórias. Essas fases viabilizaram picos de atividade no intervalo 2022–2023, com demanda orientada para apostas esportivas.
Em 2025, a entrada em vigor da Lei nº 14.790/2023 e a vigência de licenças ativas reduziram incertezas. A base de mais de 220 milhões de smartphones acelerou aquisição de usuários.
Em 18 de junho de 2025, a Play Store passou a aceitar apps licenciados. Isso afetou tempo de aquisição e conformidade dos canais. O crescimento foi resultado da expansão de canais, do ambiente regulatório e da oferta de jogos centrada em apostas.
| Ano | Marco | Impacto |
|---|---|---|
| 2018 | Autorização inicial | Estrutura legal preliminar |
| 2022–2023 | Legalização progressiva | Picos de receita e expansão de operadoras |
| 2025 | Lei nº 14.790 / Play Store aceita apps | Licenças ativas, maior conformidade e alcance digital |
Projeções até 2028 indicam reorganização da curva de desempenho. A evolução dependerá de métricas consistentes e do acompanhamento de dados oficiais e de mercado.
Regulamentação em foco: da lei de 2018 ao quadro completo de 2025
O percurso legislativo que começou em 2018 resultou, em 2025, em um quadro completo de licenciamento e fiscalização. Lei nº 14.790/2023 entrou em vigor em 1º de janeiro de 2025, estabelecendo licenças de R$ 30 milhões por cinco anos sob supervisão da SPA.
Licenciamento, tributos e escopo de atuação
A estrutura exige que operadoras obtenham autorização formal, com obrigações de compliance e reporte. O governo atuou por meio da SPA para definir exigências técnicas e administrativas.
Tributação e efeitos previstos
A alíquota sobre GGR iniciou em 12% e, por Medida Provisória de 9 de junho de 2025, foi elevada para 18% com vigência prevista a partir de 1º de outubro de 2025, sujeita à tramitação no Congresso.
Modalidades, plataformas e combate ao ilegal
A Portaria nº 36/2025 incluiu eSports como modalidade elegível, condicionada à autorização do detentor de propriedade intelectual e à proibição de exclusividades entre desenvolvedores e operadores.
A Portaria nº 566/2025 obrigou instituições financeiras e provedores de pagamento a monitorar e bloquear transações com operadores não licenciados. Esse mecanismo reduz a exposição do consumidor a operadores ilegais e aumenta a rastreabilidade de pagamentos para proteção do usuário.
O reconhecimento de apps licenciados pela Google Play desde 18 de junho de 2025 vinculou publicação de jogos online e cassinos online a requisitos de licença e certificação da plataforma, integrando compliance e distribuição digital.
Visão clara do iGaming e sua força crescente no Brasil
Medições de ARPU e base de usuários confirmam uma tendência de consolidação entre plataformas licenciadas. O ARPU foi estimado em US$ 366 em 2023, acima da média regional de US$ 281, com projeção de US$ 1.576 até 2028. Esses valores sustentam o papel do setor como componente relevante do mercado digital.
Os picos de GGR observados em 2022–2023 servem como linha de base para análises posteriores. A demanda por apostas esportivas e cassinos online manteve-se presente após a implementação da Lei nº 14.790/2023.
A base de jogadores tem idade média de 39,24 anos, com maior concentração entre 25 e 40 anos. A distribuição por gênero é equilibrada, informação que orienta produto e aquisição.
Plataformas licenciadas estruturam ofertas com sportsbook, portfólios de jogos e sistemas de compliance. Dados operacionais e monitoramento regulatório permitem governança contínua e maior rastreabilidade das transações.
| Métrica | 2023 | Projeção 2028 |
|---|---|---|
| ARPU (US$) | 366 | 1.576 |
| Idade média dos jogadores | 39,24 anos | — |
Receita, GGR e ARPU: o que os picos de 2022-2023 revelam e como 2025 reorganiza a curva
O comportamento do GGR nos anos de 2022 e 2023 serve como referência para a nova dinâmica de receita a partir de 2025.
Houve picos de receita em 2022–2023 seguidos de desaceleração na taxa de crescimento. Em 2025, a curva foi reorganizada por efeitos regulatórios, maturação de canais e ajustes de produto.
Participação regional e projeções
Brasil respondeu por cerca de 40% do GGR da América do Sul desde 2023. Projeções apontam GGR nacional de US$ 3,63 bilhões até 2028, equivalente a 45,1% do total regional de US$ 8,04 bilhões.
O ARPU foi estimado em US$ 366 em 2023, acima da média regional de US$ 281, e projetado para US$ 1.576 em 2028.
Composição do crescimento
Em 2025, 79,5% do aumento do GGR foi explicado por aumento do gasto médio (ARPU) e 20,5% por expansão do número de jogadores.
Apostas esportivas representaram 58% do crescimento do GGR em 2025 e cassinos online 38%. Em 2028, a parcela atribuída a apostas esportivas sobe para 71%.
| Ano | GGR (US$ bi) | ARPU (US$) | Contribuição: apostas / cassinos (%) |
|---|---|---|---|
| 2023 | — | 366 | — |
| 2025 | — | — | 58 / 38 |
| 2028 (proj.) | 3,63 | 1.576 | 71 / 29 |
Implicação: variações no calendário esportivo, evolução de produto e maturação de canais devem orientar metas por categoria e horizontes de análise.
Base de jogadores: crescimento gradual, penetração e perfis que impulsionam o mercado
A evolução da base de jogadores mostra penetração gradual e heterogeneidade etária.
Estimativas indicam cerca de 2 milhões de jogadores no país, com expansão lenta e contínua. A categoria de apostas esportivas concentra o maior contingente desde 2022.
A distribuição por gênero é equilibrada entre homens e mulheres. A idade média reportada é de 39,24 anos.
Quem joga
Maior concentração entre 25 e 40 anos. A faixa de 41–56 anos representa 28% da base.
O perfil do consumidor orienta requisitos de cadastro e verificação. Plataformas priorizam KYC e responsividade mobile para otimizar aquisição.
- Base: ~2 milhões de jogadores
- Gênero: equilíbrio entre grupos
- Idade média: 39,24 anos; 25–40 = maior parcela; 41–56 = 28%
- Modalidade dominante: apostas esportivas
Indicadores de engajamento variam por idade. Jogadores mais jovens apresentam maior frequência; faixas mais altas mantêm valor por sessão. Essas diferenças informam segmentação de comunicação e oferta de jogos.
| Métrica | Valor | Implicação |
|---|---|---|
| Base de jogadores | ~2.000.000 | Penetração moderada; crescimento gradual |
| Idade média | 39,24 anos | Foco em UX e verificação mobile |
| Faixa 25–40 | Maior parcela | Aquisição por canais digitais |
| Faixa 41–56 | 28% | Retenção via CRM e ofertas segmentadas |
Apostas esportivas como motor da receita: futebol no centro e outras modalidades em alta
O calendário competitivo determina picos de atividade de apostadores, com impacto direto na receita das operadoras.
Futebol estrutura o volume de apostas. Competições que ancoram o calendário incluem Campeonato Brasileiro Série A, Copa Libertadores, Premier League e Champions League.
MMA configura a segunda modalidade em participação de apostas. Basquete e vôlei formam um segundo escalão que amplia o share de receita.
- Torcidas de clubes como Flamengo e Corinthians (>30 milhões cada) elevam engajamento e atividade de apostadores.
- Mercados por evento oferecem opções pré-jogo e ao vivo, alinhadas a hábitos dos jogadores.
- Calendarização influencia limites de exposição e precificação de odds ao longo da temporada.
Implicação para o mercado: a diversificação entre esportes reduz concentração de risco e estabiliza distribuição de receita entre jogos e apostas.
Esports no Brasil: do engajamento massivo à receita em apostas
A presença de 24,3 milhões de entusiastas traduz-se em demanda por mercados especializados em eventos globais.
A Portaria nº 36/2025 tornou eSports elegível para apostas de quota fixa, condicionando operação à autorização do detentor de propriedade intelectual e proibindo exclusividades entre operadores.
Base de fãs, calendário e oferta de mercados
Competições como o Mundial de League of Legends e torneios de CS:GO/CS2 formam janelas de liquidez recorrente para plataformas. Esses eventos sustentam mercados pré-jogo e ao vivo.
Empresas e marcas licenciadas estruturam catálogos de apostas online com mercados por mapa, resultado e estatísticas de jogador.
A tecnologia de feeds oficiais e coleta de dados em tempo real suporta precificação e integridade das linhas. A oferta integra feeds, algoritmos de odds e monitoramento de integridade.
| Métrica | Valor | Implicação |
|---|---|---|
| Base de fãs | 24,3 milhões | Aumento do potencial de apostas online |
| Receita global projetada | US$ 13 bi (2025) | Referência para crescimento de mercados |
| Regulamentação | Portaria nº 36/2025 | Autorização IP e proibição de exclusividade |
Jogos online de eSports apresentam consumo predominantemente mobile. A proibição de exclusividade favorece concorrência entre plataformas e reduz riscos de concentração de oferta.
Pagamentos digitais e conectividade: PIX, cripto e 5G como aceleradores do iGaming
Pagamentos instantâneos e conectividade móvel redesenham o fluxo de aquisição e depósito em plataformas de apostas.
PIX responde por cerca de 90–98% das transações. A experiência de checkout em uma página reduz etapas e diminui tempo de processamento para usuários. Esse formato eleva taxas de conversão em plataformas licenciadas.
Cripto, hubs e cobertura de métodos
Hubs de pagamento integram mais de 250 métodos, incluindo criptomoedas. A adoção de cripto é gradual entre usuários, mas hubs ampliam cobertura para diferentes perfis.
Conectividade e compliance
A implantação do 5G reduz latência e melhora estabilidade para jogos e apostas em tempo real. Esse aumento de capacidade impacta experiência em cassinos online e transmissões ao vivo.
Operadores e provedores devem cumprir Portaria nº 566/2025, monitorando e bloqueando transações com alvos não licenciados. Mecanismos de verificação, limites e auditoria de pagamentos suportam proteção e requisitos de jogo responsável.
Brasil em perspectiva: liderança latino-americana e lições de outros mercados
O posicionamento regulatório internacional oferece parâmetros úteis para calibrar políticas locais.
Comparações ajudam a ajustar equilíbrio entre arrecadação, proteção de jogadores e viabilidade das operadoras. A seguir, são apresentados exemplos de medidas e efeitos observados em outras jurisdições.
Benchmarks regulatórios e compliance
Curaçao: portal digital com mais de 30 operadores após 31/03/2025; foco em KYC/AML e normas de publicidade.
Itália: regime de concessão por nove anos, licença de €7 milhões e taxa anual de 3% sobre receita líquida. Projeto PIAO 2025–2027 prevê monitoramento em tempo real e cooperação com polícia financeira.
Proteção ao jogador e limites financeiros
Países Baixos: proposta que estabelece limites universais de depósito e perdas, restrição de publicidade salvo compliance elevado e reforço de poderes da KSA. Busca-se também priorizar operadores licenciados nos resultados de busca.
Risco-tributário: impactos observados
Ghana reverteu imposto sobre prêmios após efeitos adversos ao mercado legal. No Quênia, redução de imposto de 15% para 5% acompanhou restrições publicitárias.
Na Índia, disputas sobre GST de 28% e ações contra publicidade offshore ilustram risco de litígio fiscal e impacto operacional.
| País | Medida | Impacto observado |
|---|---|---|
| Curaçao | Portal digital, KYC/AML, normas de publicidade | Maior governança e verificação de operadores |
| Itália | Licença €7M, 9 anos, monitoramento em tempo real | Fiscalização integrada e custos de entrada elevados |
| Países Baixos | Limites financeiros, proibição de publicidade padrão | Redução de exposição ao risco e priorização de licenciados |
| Ghana / Quênia / Índia / Lituânia | Alterações tributárias e bloqueios de pagamentos/publicidade | Exemplos de como desenho fiscal e medidas de proteção podem reduzir mercado ilegal ou provocar retração |
Implicação prática: o governo e o setor devem calibrar regulamentação, tributos e regras de marketing para preservar receita e reduzir danos ao mercado legal.
Implicações estratégicas para operadores, marcas e plataformas
Operadores precisam alinhar governança, produto e marketing a requisitos legais e técnicos em vigor.
As operadoras devem implementar controles de KYC/AML, políticas de bloqueio a ilegais e gestão formal de afiliados. Há obrigação de monitoramento de transações e bloqueio de provedores não licenciados.
Produto e tecnologia
Plataformas devem oferecer sportsbook robusto e cassino completo com certificações para publicação de apps na Play Store. Integração com PIX e hubs de pagamento é necessária para reduzir fricção.
Marketing e aquisição
A abordagem de marketing deve priorizar esportes-chave e canais mobile-first. Ferramentas analíticas orientam segmentação e medição de LTV e CAC.
| Área | Ações | Métrica |
|---|---|---|
| Conformidade | KYC/AML, bloqueio transacional, gestão de afiliados | Taxa de rejeição de transações; tempo de resposta a alertas |
| Produto | Certificação de apps, integrações de pagamento, testes de integridade | Uptime; taxa de aprovação em auditorias técnicas |
| Marketing | Mobile-first, performance ads, segmentação por esporte | CAC; LTV; conversão por canal |
Governança: empresas devem manter rotina de auditoria e atualização regulatória para prontidão em fiscalizações.
Quais estratégias ajudam a gerar tráfego orgânico no iGaming de forma segura
Conteúdo aprofundado, reviews técnicos, comparativos, notícias e páginas educativas criam base sólida de ranqueamento. O foco deve estar em educação, não incentivo direto à aposta.
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Conclusão
A combinação de licenças de R$ 30 milhões, alteração de alíquota e medidas de bloqueio de pagamentos reorganiza obrigações de mercado. Lei nº 14.790/2023, a Portaria nº 566/2025 e a aceitação de apps pela Play Store estruturam governança de plataformas e canais.
O país mantém participação relevante no mercado regional, com projeções de receita e ARPU que orientam metas para apostas e jogos online. A integração de PIX, hubs de pagamento e 5G faz interface com proteção do consumidor. Operadores devem manter conformidade, métricas claras e comunicação responsável para alinhar produto, futebol e entretenimento às regras vigentes.
